Eixo Temático

Atualmente, a Biblioteca Universitária enfrenta o desafio de se reinventar, para atender a um público mais extenso e denso, cabendo-lhe o uso e domínio de novas técnicas e informações. Contudo, para isso, requer a combinação de atividades tradicionais e de novos papeis, que devem ser considerados como propulsores de mudanças, do desenvolvimento de novas estratégias e novos campos de atividade. Exige, ainda, implementação de serviços inovadores, o fortalecimento do papel e da imagem da biblioteca dentro da comunidade acadêmica.  Dentro dessa perspectiva, a programação do XX SNBU foi estruturada em três eixos temáticos, por meio dos quais se espera selecionar trabalhos que, ao serem apresentados, possam permitir aos participantes o aprofundamento dos seus conhecimentos ou mesmo o contato inicial com os conteúdos teóricos cobertos por essas temáticas.  

Eixo IEnsino  O primeiro dos eixos temáticoso Ensino, é o mais facilmente caracterizado, uma vez que configura a mais tradicional função universitária. Por Ensino, entende-se a transmissão do conhecimento, de instrução, e das metodologias sistematizadas para essa transmissão. Sobre isso se tratará no dia inicial do Seminário, destacando a definição, as políticas, as implicações da informação, e, sobretudo, o apoio e a participação das Bibliotecas Universitárias no processo. Os bibliotecários, ao trabalhar de forma integrada com os setores pedagógicos, com os chefes de colegiados, docentes e discentes da comunidade acadêmica podem desenvolver coleções que atendam às necessidades dos cursos, com qualidade e quantidade, direcionando-as aos fluxos de informação pontuados nos projetos pedagógicos e nos programas de ensino dos cursos. E ao mesmo tempo, seguir as recomendações e as exigências das avaliações do Ministério de Educação (MEC). Contribuem, ainda, com a formação de potenciais frequentadores de bibliotecas e dos diversos segmentos da comunidade acadêmica no uso dos recursos informacionais oferecidos. Esta proposição inclui os cursos de Educação a Distância (EAD), também demandantes da mediação dos bibliotecários e das Bibliotecas Universitárias, para providenciar materiais didáticos e bibliográficos. Assim, os coordenadores e tutores de ensino dos cursos à distância devem manter parcerias com as bibliotecas dos SIBIs, para que disponham de bibliotecas virtuais e digitais, visando atender necessidades de alunos, inclusive os usuários com necessidades especiais;

Eixo II Inovação e Criação –  tratar-se-á de Inovação e Criação, sobretudo de experiências subsidiadas pelas novas tecnologias, capazes de estender o âmbito de alcance dos serviços universitários a espaços mais amplos e diversificados. Neste sentido, cabe ressaltar a necessidade de capacitação nas Bibliotecas Universitárias às inovações técnicas e de equipamentos, e, sobretudo, a formação dos quadros para atender às novas demandas.  Cabe também destaque para as manifestações artísticas e culturais, que devem ser tratadas como segmentos do acervo documental e bibliográfico, incluindo os bens materiais e imateriais. Este pilar visa estimular ações humanísticas ao proporcionar eventos que integrem a comunidade acadêmica com a sociedade mais ampla, buscando reforçar laços identitários. Isto confirma a responsabilidade e a disposição das Bibliotecas Universitárias para a difusão do conhecimento pela música, teatro e outras expressões artísticas, dentre outras fontes culturais.

Eixo III Pesquisa e Extensão – Ensino fica vulnerabilizado se não acompanha o tempo histórico, se não se atualiza continuamente. Isto só se dá através da Pesquisa, que fomenta novas informações e métodos, testando sua cientificidade, sua aplicabilidade eficiente e conveniente no âmbito societário. As duas últimas circunstâncias viabilizam-se por via da Extensão, que instiga, certifica e alimenta a Pesquisa.  Assim, na terceira jornada, tratar-se-á de planos expositores de elos entre meios e fins, nuanças e peculiaridades dos temas, bem como das atividades específicas requeridas à Biblioteca Universitária e aos seus profissionais, para a estruturação da preservação e disponibilização das informações. Tratar da Extensão é o reconhecimento sempre maior dessa função universitária, na medida em que se dimensiona e valoriza a importância da Universidade na comunidade onde se insere – que a constituiu e que a mantém – cabendo oferecer o retorno da sua produção ao público mais amplo, além daqueles segmentos, tradicionalmente, privilegiados por seus serviços, reforçadores das desigualdades, portanto.